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NARRAÇÃO (2) 23 setembro 2010 em 21:37 por Cristovão Lemos

NARRAÇÃO (2)

As narrativas têm acompanhado o homem desde os tempos mais remotos. Não há povos

sem narrativas, pois o homem sente necessidade de recriar os fatos vividos, ou,

por meio da imaginação, inventar.

Uma narrativa pode trazer falas de personagens entremeadas aos acontecimentos.

Para tanto, faz-se uso dos chamados discursos: direto, indireto ou indireto livre.

Tipos de discursos

No discurso direto, o narrador transcreve as palavras da própria personagem. Para tanto,

recomenda-se o uso de algumas notações gráficas que marquem tais falas: travessão,

dois pontos, aspas. Mais modernamente, alguns autores não fazem uso desses recursos.

O discurso indireto apresenta as palavras das personagens mediante o narrador que

reproduz uma síntese do que ouviu, podendo suprimir ou modificar o que achar necessário.

A estruturação desse discurso não carece de marcações gráficas especiais, uma vez que

sempre é o narrador que detém a palavra.

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+ NARRAÇÃO (1) Por Cristovão Lemos 23 setembro 2010 em 21:31 e Nenhum Comentário

NARRAÇÃO (1)

A narração tem o objetivo de contar uma história real, fictícia ou que mescle dados

reais e imaginários. Baseia-se numa evolução de acontecimentos, mesmo que não

mantenham relação de linearidade com o tempo real. Sendo assim, está pautada em

verbos de ação e conectores temporais.

A modalidade narrativa de texto pode constituir-se de diferentes maneiras: piada,

peça teatral, crônica, novela, conto, fábula etc.

Tipos de narrador

A narrativa pode estar em 1ª ou 3ª pessoa, dependendo do papel que o narrador assuma

em relação à história. Numa narrativa em 1ª pessoa, o narrador participa ativamente dos

fatos narrados, mesmo que não seja a personagem principal (narrador =

personagem).

Exemplo:

Estava andando pela rua quando de repente tropecei em um pacote embrulhado em jornais.

Peguei-o vagarosamente, abri-o e vi, surpreso, que lá havia uma grande quantia em dinheiro.

Já a narrativa em 3ª pessoa traz o narrador como um observador dos fatos que pode até

mesmo apresentar pensamentos de personagens do texto (narrador = observador).

Exemplo:

João estava andando pela rua quando de repente tropeçou em um pacote embrulhado em jornais.

Pegou-o vagarosamente, abriu-o e viu, surpreso, que lã havia uma grande quantia em dinheiro.

O bom autor toma partido das duas opções de posicionamento para o narrador, a fim de criar

uma história mais ou menos parcial. Este pode ser, basicamente, de dois tipos:

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+ PLEONASMO Por Cristovão Lemos 23 setembro 2010 em 21:26 e 2 Comentários

 

___________PLEONASMO________

Pleonasmo ou redundância é a repetição da mesma idéia. Essa redundância pode ser positiva ou negativa.

  • · Redundância Positiva: quando é proposital, usada como recurso expressivo. Esse tipo de redundância enriquece o texto.

 

Exemplo: Posso afirmar que escutei com meus próprios ouvidos aquela declaração

fatal.

 

  • · Redundância Negativa: quando é inconsciente, chamada de pleonasmo vicioso, tautologia ou perissologia. Esse tipo de repetição empobrece o texto, sendo considerado um vício de linguagem e por isso deve ser evitado para que não comprometa o texto.

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+ Conjunções Por Cristovão Lemos 08 agosto 2010 em 19:24 e Nenhum Comentário

Conjunção é uma palavra invariável que liga orações ou palavras da mesma oração.

Do ponto de vista semântico, a conjunção pode assumir vários significados, dependendo da relação que estabelece entre as orações.

Do ponto de vista morfológico, a conjunção é invariável, não possuindo, portanto, flexão de gênero, número e grau.

Do ponto de vista sintático, a conjunção funciona sempre como conectivo, relacionando duas orações ou dois termos da mesma oração.

Quando duas ou mais palavras equivalem a uma conjunção, tem-se a locução conjuntiva. Ex.: visto que, à medida que, salvo se.

As conjunções classificam-se em coordenativas e subordinativas.

  • · As conjunções coordenativas são as que ligam orações ou termos da oração sintaticamente independentes. As conjunções coordenativas classificam-se de acordo com o tipo de relação que estabelecem entre as orações:

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+ Abreviaturas Por Cristovão Lemos 08 agosto 2010 em 18:58 e Nenhum Comentário

Todos temos dúvidas sobre abreviaturas por isso segue abaixo algumas dicas:

  • · Nos textos corridos, evite usar abreviaturas.

Exemplo:

Comprou 3 quilos. (e não 3 kg)

  • · Nenhuma das abreviaturas do sistema métrico decimal tem ponto ou plural.

Exemplos:

6 km (e nunca 6 kms)

8 h (e nunca 8 hs)

16 l (e nunca 16 ls)

40 g (e nunca 40 g)

  • · Têm plural com S as abreviaturas constituídas pela redução de palavras e as que representam títulos ou formas de tratamento.

Exemplos:

sécs. págs. segs. Srs.

Exceção: d. (para dons e donas)

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+ A NÍVEL DE Por Cristovão Lemos 01 julho 2010 em 22:30 e Nenhum Comentário

Embora  de  uso  generalizado,  a  locução  a  nível de  é  condenada por  todos os mestres  e estudiosos  da  língua  portuguesa.  É  tida  por modismo  que  se  introduziu  na  linguagem jornalística  e  contagiou  outros  canais  de comunicação, inclusive a linguagem médica.

A expressão a nível de  tem sido muito usada como equivalente dos simples de, como, em, e por  se  tratar de um modismo desnecessário é  condenado  nas  lições  normativas.  Na verdade, nesses casos, ela não acrescenta nada ao enunciado.

Para  o  estudioso  Cegalla,  a  nível  de  é  uma “locução  em voga, porém  inútil”;  “a  legítima locução  portuguesa  é  ao  nível  de,  que significa à mesma altura”:

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+ Para eu ou para mim? Por Cristovão Lemos 16 junho 2010 em 9:29 e Nenhum Comentário

Usamos o pronome do caso reto (eu, tu, ele (a), nós, vós, eles (as)) quando nos referimos ao sujeito da oração. Já os pronomes oblíquos tônicos (mim, ti, ele (a), nós, vós, eles (as)) fazem papel de objeto e surgem após preposição: para mim, de mim, por mim, e assim por diante.

Veja um exemplo:

a)Ela trouxe o presente para eu desembrulhar.
b)Ela trouxe o presente para mim.

Observe que na primeira oração temos duas orações: Ela trouxe o presente/para/ eu desembrulhar. “Eu” aqui é sujeito do verbo “desembrulhar”.
Já na segunda oração, “mim” é complemento e, portanto, objeto indireto (uma vez que vem depois da preposição).

Na dúvida sempre faça uma pergunta ao verbo: se a resposta tiver um sujeito, então é pronome do caso reto, caso contrário, será objeto. Observe:

a)Ela trouxe o presente: quem trouxe? Ela.
b)Para eu desembrulhar: quem desembrulhar? Eu.

A lógica é simples: Geralmente, quando há dois verbos, também haverá dois sujeitos.

Outros exemplos:

a)Se for para eu ficar, então ficarei! (ficar -> sujeito eu; ficarei-> sujeito eu)
b)Ele disse para eu ficar. (disse -> sujeito ele; ficar-> sujeito eu)
c)Ele não disse nada para mim. (disse-> sujeito ele; objeto indireto-> para mim)
d)Para mim, ele está fazendo de conta que não sabe de nada. (fazendo-> sujeito ele; sabe-> sujeito ele; para mim -> objeto indireto)

Atenção: Verifique se há preposição + pronome + verbo porque, neste caso, o pronome em questão será do caso reto. Se houver preposição + pronome, sem o verbo, então, já sabe, caso oblíquo!

 Veja mais:

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