Quem tem “mão leve…” é maniaco ou é doente? Por Cristovão Lemos 24 junho 2015 em 8:10 e Nenhum Comentário

Por Sidney Santos Joaquim

Da mesma forma que tem gente com mania de colecionar coisas, gente com mania de repetir gestos exageradamente, tem gente e muita gente até, que tem  mania de roubar. Roubar sem precisar, claro. É a tal da cleptomania. E quem pensa que isso é doença psicológica que afeta apenas a população de baixa renda está muito enganado.

Virou, mexeu, um punhado de pessoas da maior importância acabam nas manchetes policiais por eventualmente possuírem esse “desvio psicológico”. Os exemplos são mais ou menos recentes e envolveram figuras como a atriz Wynona Rider, o estilista Ronaldo Esper e até o importante rabino Henry Sobel, pegos em flagrante quando se apropriavam de pequenas coisas tão desimportantes.

Normalmente são os objetos de baixo valor que despertam o desejo dos cleptomaníacos. Roubados, esses objetos oferecem extrema sensação de prazer para a pessoa, até que ela desperte para a para realidade e o ato se transforma em motivo de vergonha e tristeza. Razão porque a pessoa doente busca esconder o seu mal e acaba prolongando o seu problema e dificultando o seu tratamento. Como se trata a Cleptomania?

A cleptomania pode ser tratada primeiramente com uma boa conversa com a pessoa ou paciente , mas segundo especialistas a maior dificuldade é a procura do paciente por tratamento especializado, haja vista que o mesmo não quer ser que saibam que ele sofre do tal problema ou que admite a seriedade de sua condição. O tratamento  inclui além de boas horas de conversa acompanhamento psicologico e farmacologico com antidepressivos e ansiolíticos, porém a eficacia depende de cada caso. Claro está que em casos de roubos de alto valor deve-se estudar detalhadamente o histórico da pessoa envolvida para que um suposto criminoso não seja confundido com um doente.

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