DEIXANDO AS DROGAS Por Cristovão Lemos 28 junho 2010 em 0:02 e 1 Comentário

Especialistas comentam a necessidade e a dificuldade que os jovens encontram para abandonar o uso das drogas.

Ele se intitula “o poeta policial de Cristo” e trabalha tentando evitar que jovens comecem a experimentar drogas. Poderia estar prendendo gente, mas optou por um trabalho educativo. Walter Tadeu Ferreira é investigador de policia da base operacional do DEIC, e desenvolveu um CD que ensina como os pais devem agir para evitar e entrada das drogas em sua casa e na vida de seus filhos.

A preocupação do policial se mostra real. A cada dia, a imprensa noticia novos casos de famílias destruídas pelas drogas. Segundo o Levantamento Domiciliar sobre Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil, realizado em 2005 pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), 22,8% da população já utilizou alguma droga. A maconha aparece em primeiro lugar entre as drogas ilícitas, com 8,8%. A prevalência sobre o uso de cocaína foi de 2,9%, enquanto os outros estimulantes já foram consumidos por 3,2%, enquanto 0,2% da população aparece na pesquisa como dependente.

O investigador Ferreira já está nesse ramo há oito anos e afirma que o dependente só conseguirá ficar controlado se tiver uma ajuda por parte dos familiares. Ele acha que até uma religião pode ajudar, porque acredita que os jovens estão fazendo do uso das drogas uma muleta psicológica.

Nelson Bruni, médico legista que trabalha com perícias médicas, muitas para elucidar o grau de dependência química, também considera que a recuperação das drogas depende da condição emocional, dos fatores psicológicos que causaram o vício, da quantidade de droga utilizada por dia, do apoio de parentes e, principalmente, da vontade ou predisposição de deixar o vício.

Segundo Bruni, a atividade física também pode ajudar. “Todos os esportes, independente da modalidade pode ser um fator coadjuvante (não o único e isolado) para ajudar ao controle dos vícios de drogas, isso porque não existe o drogadito curado, mas sim controlado”, afirma. Mas para poder praticá-los, deve-se em primeiro lugar verificar as condições físicas do praticante, pois determinadas drogas, bem como o tempo de uso podem levar a lesões irreversíveis, podendo ser um risco a prática de esportes sem a avaliação médica.

Bruni explica que a cocaína ou o álcool podem levar a uma atrofia muscular (rabdomiose), o crack a uma degeneração muscular e a lesões cardíacas, dentre outras. O médico diz que a luta contra o vício é para o resto da vida e que qualquer fator que desestabilize emocionalmente um dependente pode ser um fator de retorno ao uso de drogas. O apoio psicológico é sempre fundamental para a força de vontade de vencer as drogas.

Publicada por
SIDNEY SANTOS JOAQUIM

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Uma resposta : “ DEIXANDO AS DROGAS ”

  1. 1
    Marta Isa :

    Muito interessante os pontos que foi destacado para nos pais sabermos como devemos agir para evitar a entrada das drogas em nossas casas e na vida de nossos filhos.

    Parabéns pela mátéria.

    Deus abençoe!

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